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As piores dores que uma pessoa pode sentir

André Biernath, da revista SAÚDE, Editora ABRIL, escreveu sobre as dores mais fortes que podemos sentir. A publicação foi destacada em Exame. Compartilhamos aqui.

Dor: já parou para pensar quais são as dores mais fortes que podemos sentir? (DAJ/Thinkstock)
Dor: já parou para pensar quais são as dores mais fortes que podemos sentir? (DAJ/Thinkstock)

 

A intensidade dos incômodos é relativa, mas existem problemas conhecidos por fazerem as pessoas urrarem. André Biernath, da revista SAÚDE, Editora ABRIL, fez a seguinte pesquisa.

Enquanto alguns são torturados por uma enxaqueca, outros não suportam pontadas nas costas. Conheça os tipos mais excruciantes de dor, de acordo com a percepção de quem já sofreu com elas.


Sistema esquelético

Artrite – Essa inflamação atinge as articulações e, nos casos mais graves, dificulta os movimentos e gera deformações. É bastante comum nos mais velhos.

Gota – O acúmulo de ácido úrico no sangue causa inchaços nas juntas, especialmente nas mãos, nos pés e nos joelhos, que ficam pra lá de sensíveis.

Abscesso – A falta de higiene bucal leva a uma infecção na gengiva, que promove o acúmulo de pus perto da raiz do dente. Na maioria das vezes, é preciso drenar o líquido.
Sistema muscular

Cefaleia – Dores de cabeça são consequência de alterações em músculos e nervos que envolvem o crânio e a face. Na maioria dos casos, a origem ainda é um mistério.

Lombalgia – Acomete músculos, nervos e as próprias vértebras da base da coluna. Provocada por esforço físico ou postura inadequada.

Parto – A musculatura do útero se contrai com força para dar passagem ao bebê. O organismo libera hormônios que trazem um pouco de alívio à mulher.
Órgãos

Infarto – O ataque cardíaco geralmente se manifesta por meio de uma forte pontada no peito ou por incômodos no braço esquerdo, nas costas e na mandíbula.

Apendicite – O rabicho do intestino grosso é habitado por muitas bactérias. Tudo começa quando pequenos pedaços de fezes chamados de fecalitos obstruem a passagem.

Cálculo renal – Cristais de cálcio, ácido úrico e outros elementos formam pedras que batem nas paredes dos rins ou dos outros órgãos do sistema urinário.

Pancreatite – O pâncreas produz substâncias essenciais para o aproveitamento da comida. A inflamação nessa glândula é bem grave.

Cálculo biliar – A vesícula biliar fabrica a bile, que atua na digestão. Pedrinhas que surgem ali são bastante doloridas.
Sistema nervoso

Herpes-zóster – O vírus da catapora fica escondido no corpo durante décadas. Por algum motivo, se reativa, toma conta das raízes nervosas e ainda forma bolhas na pele.

Dor no ciático – Esse nervo começa no quadril e vai até os pés. Hérnia de disco e contraturas nos músculos dos glúteos esmagam a estrutura.

Neuralgia do trigêmeo – Responsável pela sensibilidade do rosto, o nervo possui três ramificações. Defeitos em alguns neurônios despertam a dor.
A gênese do suplício
Entenda como aparecem as dores:

1. Radar ligado – Um problema em alguma parte do corpo liga receptores do sistema nervoso, que captam esse sinal.

2. Passeio nervoso – A informação viaja pelos nervos e pela medula espinhal até chegar ao cérebro.

3. Significado e ação –  O estímulo então é interpretado. Assim, notamos que algo precisa ser feito para silenciar a crise.

Fontes: National Health Services (Reino Unido); Fabíola Peixoto Minson, anestesiologista do Centro Integrado de Tratamento da Dor (SP); José Eduardo Martinez, reumatologista, presidente da Comissão de Fibromialgia, Dor e Outras Lesões de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia; José Oswaldo de Oliveira Junior, neurocirurgião, membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor.