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Crianças não estão livres de doenças reumáticas

“Reumatismo pode ser doença infantil”, afirma a Drª Margarida de Carvalho

Existe um mito de que reumatismo é ‘doença de velho’. “Por estarem geralmente associadas às doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea, as doenças reumáticas ganharam essa ‘fama’, mas é um engano pensar que os reumatismos não afetam a população infantil”.
A afirmação é da dra. Margarida de Carvalho, pediatra e reumatologista de Londrina, membro da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR). Segundo ela, os pais devem estar atentos e procurar um médicos sempre que surgir uma dúvida. “São doenças que geram nas crianças sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações, e algumas delas podem levar a problemas permanentes”, alerta a médica.
Estudos indicam que um quarto da população, com idade de até 16 anos, sofre ou poderá vir a sofrer com alguma doença reumática. No Brasil, assim como em outros países subdesenvolvidos, a febre reumática é a doença reumatológica mais frequente seguida da artrite reumatoide juvenil, lúpus eritematoso sistêmico, a dermatopolimiosite, a esclerodermia, as vasculites, etc., são também causas importantes de visitas ao reumatologista pediátrico.
“Os pais precisam observar o comportamento da criança. De uma hora para a outra, a criança passa a cair repetidamente, tropeçar ou caminhar com dificuldade deixando de fazer atividades rotineiras, como correr ou jogar bola. Ou, então, começa a sentir algum tipo de dor que pode ser constante e não melhora com analgésicos até mesmo em repouso, incomodando o sono à noite. Isso pode ser sinal de algum problema reumatológico, inflamação nas articulações”, alerta Dra. Margarida.
Ela recomenda que os pais procurem a avaliação do especialista, em qualquer caso suspeito. “Essa avaliação é indispensável. A detecção e tratamento precoce desses problemas possibilitam a prevenção de danos permanentes. Com tratamento adequado, a criança com doença reumatológica pode ter uma vida praticamente normal”, explica.

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