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Evento em Londrina marca o Dia Mundial do Lúpus

Londrina foi o primeiro município do Brasil a incluir o dia 10 de maio no calendário oficial como Dia de Conscientização sobre Lúpus.

Um evento na Câmara Municipal de Londrina, nessa quinta-feira (11), às 14h30, vai marcar o Dia Mundial de Atenção aos Doentes de Lúpus. Desde 2015, Londrina tem uma lei municipal (criada pela ex-vereadora Elza Correia) que declara a semana que compreende o dia 10 de maio, como a “Semana de Conscientização sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico”.
A data será lembrada com uma palestra da Drª Margarida Carvalho, pediatra, reumatologista, cidadã honorária de Londrina e membro da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR).  Ela apresentará aos vereadores e comunidade em geral, informações sobre a doença, seu diagnóstico, tratamento e desafios no seu controle e liberação de medicação específica.
Segundo a Drª Margarida, o Lúpus Eritematoso Sistêmico ou LES é uma doença muito heterogênea e causada por um distúrbio de autoimunidade. “O Lúpus é uma doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, que atinge nove vezes mais mulheres do que em homens, principalmente de ascendência africana ou nativos-americanos, na faixa entre os 15 e 35 anos. É importante deixar claro que o Lúpus não é contagioso. Muita gente pensa que é, mas isso não é verdade”, lembra a médica.
Autoimune – De acordo com o presidente da SPR, Marco Rocha Loures, o Lúpus está associado à formação de anticorpos que, em vez de proteger a pessoa, agridem o seu organismo. “Anticorpos são nossos ‘soldados de defesa’ contra infecções e no Lúpus, eles causam um motim, digamos assim. Esses anticorpos formam uma reação com componentes dos tecidos da pessoa (e esse conjunto é chamado de complexo imune) que se depositam na parede dos vasos sanguíneos, causando inflamação”, explica.
“Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal”, informa Loures.
O diagnóstico acontece a partir de critérios clínicos e exames laboratoriais. E há tratamento, que vai depender dos sintomas apresentados pelo paciente. Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e atividade física regular. É muito importante que o paciente com lúpus evite expor-se ao sol.
Segundo os especialistas, há uma grande variedade de sintomas que se assemelham ao de várias outras doenças e, em geral, são intermitentes dificultando assim o diagnóstico precoce. “Mas é importante procurar um especialista, sempre que aparecerem os primeiros sintomas”, recomenda a Drª Margarida Carvalho.
O Lúpus provoca febre, mal-estar, inflamação nas articulações, pulmão (pleurisia) e gânglios linfáticos, dores pelo corpo, manchas avermelhadas na pele e aftas na boca. A detecção precoce pode prevenir lesões graves no coração, articulações, pele, pulmões, vasos sanguíneos, fígado, rins e sistema nervoso.
Outras queixas são: cansaço, febre, anemia e perda de cabelos. Em casos mais graves podem aparecer sangramentos por diminuição das plaquetas, inchaço no corpo, pressão alta, perda função dos rins, alterações psíquicas, convulsões etc.
Esta é, portanto, uma doença com gravidade muito variável. Pode ter um curso suave e não incomodar o seu portador. “Existem casos, inclusive, em que fica restrita à pele. Entretanto, quando envolve órgãos como coração, pulmão, cérebro e rins pode tomar uma forma bem mais agressiva. Nesses casos, o tratamento precoce e o acompanhamento pelo médico especialista (reumatologista) é muito importante”, completa a médica.
Sete passos para quem tem Lúpus

1- Evite a exposição à luz do sol ou fontes de irradiação de luz ultravioleta. Por isso use sempre o bloqueador solar várias vezes ao dia, mesmo que o tempo esteja nublado ou que fique dentro de casa.
2- Mantenha a sua carteirinha de vacinas em dias. O Lúpus pode facilitar algumas infecções e vacinas como as da pneumonia podem evitar problemas futuros. Entretanto, discuta isso com o seu médico antes de tomar qualquer iniciativa neste sentido. Não é toda vacina que um paciente com lúpus pode tomar. Existem as de vírus vivo como a de sarampo ou poliomielite (a de gotinhas) que devem ser evitadas.
3- Mantenha-se em forma. Procure não ganhar peso, ter uma dieta saudável e fazer exercícios. O Lúpus, assim como outras doenças reumáticas crônicas e inflamatórias, pode predispor a pessoa a ter mais arteriosclerose.
4- Não fume. Além de outros problemas já bem conhecidos do uso do cigarro como doenças respiratórias, câncer de boca, garganta e pulmões, o fumo piora algumas manifestações da doença, principalmente as de pele.
5- Não tome remédios por conta. Às vezes, remédios que parecem relativamente “simples” como anti-inflamatórios, podem causar problemas se você tiver pressão alta ou lúpus nos rins.
6- Uma mulher com Lúpus pode ter filhos, mas a gravidez no Lúpus deve ser planejada. A doença deve estar controlada por pelo menos 6 meses antes de engravidar e certos medicamentos devem ser continuados durante a gestação para evitar um surto agudo da doença neste período.
7- Mantenha sempre os seus exames em dia e consulte regularmente o seu reumatologista.