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Fibromialgia

O que é?

É uma doença que causa dores crônicas (mais de 3 meses) e difusas, além de alteração da qualidade do sono. As dores são generalizadas, isto é, no corpo todo, e migram de um lugar para outro.

Em quem acontece?

Acomete mais mulheres do que homens, em pessoas de qualquer idade (inclusive crianças) mas o mais comum é dos 20 aos 50 anos.

Como são as dores?

Elas podem ser leves, moderadas ou intensas. Normalmente “caminham” pelo corpo. Podem ser sentidas nos ossos, músculos, articulações e até na pele (“dói só de encostar”). Pode ser tipo latejante, peso, pontada, fisgada, agulhada, queimação e câimbras. Muitos pacientes relatam piora com o frio e o vento. Outros sentem caroços, que são nódulos musculares e inchaço difuso pelo corpo.

Como é o sono na fibromialgia?

O sono é ruim. A pessoa pode até dormir em quantidade razoável, mas a qualidade é ruim (não descansa o corpo nem a mente). Isso faz com que a pessoa acorde cansada, dolorida, causando fadiga, indisposição, tontura, dores de cabeça, sonolência e mais dor durante o dia.

Qual a causa da fibromialgia?

Não se sabe a causa exata, mas pode ter predisposição genética. Certos traumas (físicos ou emocionais), obesidade e o sedentarismo podem desencadear as dores e aí ocorrer a sua generalização – transformando uma dor aguda em fibromialgia. Certas doenças (como artrites, lúpus) podem também desencadear a fibromialgia. Períodos da vida como o climatério (menopausa) também podem servir como gatilho para o início das dores.

Como é feito o diagnóstico?

Não existe nenhum exame específico para fibromialgia. O diagnóstico é feito pelo médico com base nos sintomas da pessoa, e afastando outras causas, principalmente pelo exame físico. Geralmente o médico pede exames para averiguar se existe alguma outra doença que justifique as dores (como diabetes, artrose, artrites, etc.). Às vezes, a fibromialgia pode ser acompanhada de outras doenças como síndrome do túnel do carpo, síndrome do intestino irritável, síndrome das pernas inquietas, bexiga hiperativa e outras.

A dor é emocional?

A fibromialgia não é emocional. Ela está frequentemente relacionada a distúrbios de ansiedade e depressão, mas isso não quer dizer que a dor é emocional. Sabe-se que os abalos emocionais podem piorar as dores, mas não são a causa delas.

Quais as consequências da fibromialgia?

A fibromialgia não deforma as articulações, mas com o tempo e sem tratamento, causa importante impacto negativo na qualidade de vida (por causa da dor e do sono que não descansa). Pode causar depressão, falta de memória, problemas de relacionamento, sexuais e limita a pessoa a fazer atividades normais do dia a dia.

Como é o tratamento?

O tratamento é contínuo, pois a fibromialgia não tem cura definitiva. Assim como a hipertensão (pressão alta). Existe controle da doença. O tratamento é baseado em três pilares: conhecimento da doença, medicações e atividade física. Se um deles faltar, o tratamento provavelmente não funcionará por completo.

Os medicamentos mais usados são analgésicos (paracetamol, dipirona, codeína, tramadol), relaxantes musculares (ciclobenzaprina, tizanidina, clorzoxazona), antidepressivos em baixas doses (amitriptilina, fluoxetina, sertralina, venlafaxina, trazodona) e medicações específicas para fibromialgia (pregabalina e duloxetina).

Como não há inflamação, os antiinflamatórios não são usados no tratamento. Cada paciente tem o remédio certo, na dose certa, no tempo certo. Mas só a medicação não basta. É preciso alongar e fortalecer os músculos para que não doam. Os remédios ajudam a aliviar as dores para que a pessoa consiga começar o programa de exercícios que deve lento, gradual, supervisionado por um profissional fisioterapeuta ou educador físico – respeitando o limite de cada um. Também é preciso regularidade, ou seja, “fazer pouco, mas fazer sempre” (idealmente todo dia). Quem faz exercício correta e regularmente precisa menos de remédios e vive melhor, sem tanta dor. Assim como os remédios, os exercícios também podem ter efeitos colaterais, principalmente no início, quando o corpo ainda não está acostumado.

No que a família pode ajudar?

A família tem importante papel no tratamento, acolhendo e tendo paciência com quem sofre. Muitas vezes como a dor não é algo visível, os familiares não entendem sentem tanta dor. Isso enfraquece ainda mais o lado afetivo e piora o emocional do paciente, além das dores.

 

Em todas as doenças apresentadas, a consulta ao especialista é imprescindível. Procure seu reumatologista mais próximo aqui