#update-nag, .update-nag { display: none !important; }
Home > Notícias > 20 de outubro, Dia Mundial da Osteoporose

20 de outubro, Dia Mundial da Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa que ataca mulheres e homens, enfraquecendo a estrutura óssea e levando a fraturas por baixo impacto. 

Osteopose
Tema “Osteoporose” e diretriz da SBR, no Congresso Brasileiro de Reumatologia: Rosa Maria Pereira (USP), Charlles Heldan Castro (Unifesp), Eliana, Vera Lúcia Szejnfeld (Unifesp) e Marco Rocha Loures (UEM)

A Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR), assim como a Sociedade Brasileira (SBR), têm reumatologistas membros de universidades estudando e pesquisando a osteoporose. Recentemente a Revista Brasileira de Reumatologia (RBR) publicou “Diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia para diagnóstico e tratamento de osteoporose em homens”, um trabalho da Comissão de Doenças Osteometabólicas e Osteoporose da SBR, integrada por reumatologistas de diversas universidades, sendo dois paranaenses, Dr. Marco Rocha Loures, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e Dr. Sebastião Radominiski, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A PubMed – US National Library of Medicine National Institutes of Health – publicou a diretriz com o título “Guidelines of de Brazilian Society of Rheumatologi for diagnosis an treatment of osteoposis in men”.
Produzindo informações e conhecimento, acompanhando as publicações de referência, os reumatologistas do Paraná e membros da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) se atualizam e preparam para o atendimento dos seus pacientes.

Osteoporose – Durante a vida inteira nosso esqueleto sofre alterações por ser uma estrutura em renovação ao longo do tempo. Entre as principais funções dos ossos no organismo, além da promoção da sustentação do corpo e da proteção contra impactos, estão o armazenamento de energia, a produção de células sanguíneas e o armazenamento de minerais, principalmente do cálcio – um dos mais importantes para a execução de diversas atividades do organismo, entre eles a manutenção da força muscular e os batimentos cardíacos. Quando há deficiência de cálcio no corpo, há também sinal de alerta ligado para um mal que acomete homens e mulheres: a osteoporose.

Esta doença osteometabólica que pode acometer os ossos de todo o corpo é caracterizada pela modificação e diminuição progressiva da densidade da massa óssea, tornando-a enfraquecida e porosa, e levando a um maior risco de fraturas causadas até mesmo por atividades de menor impacto e sem que haja um esforço.

São diversas as formas da osteoporose, mas em uma identificação clássica podem ser divididas entre primária e secundária. Na forma primária, indivíduos portadores têm alta reabsorção óssea – são exemplos os casos pós-menopausa de mulheres a partir dos 50 anos. Na forma secundária, a formação óssea diminuída é conhecida como osteoporose senil – e atinge mulheres acima dos 70 anos, além de homens.

Um dos fatores para o desenvolvimento da doença na forma primária é a diminuição do estrogênio (hormônio feminino presente também nos homens que é auxiliar na manutenção da massa óssea) nas décadas posteriores ao início da menopausa. Com a queda brusca do hormônio, os ossos descalcificam e se tornam mais frágeis. Os efeitos mais evidentes são percebidos na coluna, com grande incidência de fraturas vertebrais.

Já na forma senil, as fraturas podem acontecer no punho, quadril, pelve, coluna vertebral e outros ossos – geralmente causadas por doenças inflamatórias e intestinais, do sistema endócrino ou digestório, câncer, problemas renais crônicos, além de síndromes de baixa absorção e metabolização da vitamina D e cálcio; além de também poderem acontecer devido ao uso de algumas medicações. Também são agravantes para o desencadeamento da doença – o fumo, a ingestão frequente de álcool e baixo índice de atividade física.

Uma doença silenciosa – Uma das maiores preocupações quanto à prevenção da doença é o fato dela ser assintomática e apresentar manifestações clínicas após perda óssea considerável, e por isso exames preventivos são primordiais. A reumatologista Giorgina Côrtes Gobbo alerta que, em geral, a osteoporose só causa sintomas dolorosos na presença de fraturas e os exames são essenciais para um diagnóstico preciso.

“A investigação minuciosa em pacientes considerados de risco (mulheres pós-menopausa, usuários de corticóide, portadores de doenças inflamatórias como a artrite reumatóide, entre outros) é de grande importância. Além de exames laboratoriais para excluir causas secundárias como distúrbios de tireóide e insuficiência renal crônica, é indicada a densitometria óssea. Clinicamente, na ausência de fraturas sintomáticas, é preciso estar atento à redução de estatura e alterações na curvatura da coluna que podem ser sinais de fratura vertebral”, diz a médica.

Prevenção e nutrição – Para prevenir o surgimento da doença ou retardar os seus efeitos, são indicadas a adoção de hábitos saudáveis e uma dieta rica em cálcio (nutriente imprescindível para a formação óssea), que naturalmente com o avançar da idade passa a ser absorvido em menor quantidade pelo organismo, além de ser eliminado de forma mais rápida. Assim, a suplementação por meio da alimentação durante toda a vida se faz primordial. A recomendação diária do nutriente para perfeito funcionamento do organismo e prevenção da osteoporose (estipulada pela Organização Mundial da Saúde/OMS) é de 1200mg para adultos e 1500mg para mulheres pós-menopausa.

De acordo com a nutricionista Kauane Tomazi, para que haja prevenção e manutenção dos níveis deste nutriente no corpo, uma alimentação adequada é essencial desde a infância. “A adoção de uma dieta rica em cálcio e vitamina D desde a infância é importante para a saúde óssea, pois para completa absorção do nutriente, é necessária também a presença da vitamina D. Devem ser incluídos nas refeições o leite e seus derivados, vegetais de folha verde escura, óleos de fígado e peixes, ovos… Evitar alimentos ricos em oxalato como a batata doce, o feijão e o espinafre, também é necessário, pois eles diminuem a absorção do nutriente que é preciso para a prevenção da doença”, diz Kauane.

Devem ser controlados em uma dieta específica para osteoporose o uso do sal, gorduras, açúcar, cafeína, guaraná, chá preto e refrigerantes à base de cola – que em um consumo exagerado podem levar ao aumento da perda de cálcio pela urina. Outro fator importante é evitar consumir alimentos ricos em cálcio acompanhados de alimentos ricos em ferro durante a mesma refeição, pois a absorção dos dois nutrientes ao mesmo tempo não se faz eficiente. (vide orientações nutricionais ao final da matéria)

Tratamento – De acordo com a reumatologista Giorgina Gobbo, a suplementação de cálcio e vitamina D pode ser feita através da dieta e quando necessário, por via oral. Há também fármacos que atuam no metabolismo ósseo que fazem parte do tratamento. Essas práticas auxiliam na redução do risco de fraturas e da taxa de perda óssea. O tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e de café em excesso também deve ser desestimulado. Em conjunto com o uso de remédios e a adoção de novos hábitos alimentares – é indicado um tratamento não medicamentoso que envolve, além do estímulo à atividade física monitorada, a prevenção de quedas. Para a prevenção de quedas devem ser avaliadas as medicações em uso, o ambiente em que o paciente transita, sua acuidade auditiva e visual, entre outros.

“Quando preciso, adaptações como uso de barras de apoio em sanitários, a troca de tapetes escorregadios por antiderrapantes, a instalação de corrimão em escadas, além de iluminação adequada – devem ser providenciados para maior qualidade de vida dos pacientes. Déficits visuais e auditivos devem ser corrigidos e os medicamentos ajustados a fim de evitar sedação e o risco de aumentar as quedas e consequentemente, as fraturas. Auxiliares de marcha como bengalas e andadores podem ser necessários conforme o caso” conclui a reumatologista.

 

Confira a seguir algumas orientações nutricionais para prevenção e tratamento de osteoporose:

Prefira

✓ Alimentos ricos em vitamina D: peixes, óleo de fígado de bacalhau, fígado de galinha, manteiga.

✓ Alimentos ricos em cálcio: ovos (1 por dia), brócolis, couve, couve-flor, soja, amêndoas, sardinha, leite e derivados.

✓ Frutas cítricas (laranja, kiwi, acerola, limão) junto a alimentos ricos em cálcio

✓ Banho de sol até 10h da manhã ou após 16h.

✓ Alimentos ricos em fitoestrógenos: proteína de soja, amêndoas, castanha-de-caju, castanha-do-pará, nozes, repolho, brócolis, couve-flor, rabanete, leguminosas.

✓ Para lanches, use iogurte natural misturado com frutas ou vitaminas preparadas com leite e frutas

✓ Acrescente às refeições e saladas duas vezes ao dia – uma colher de sopa de gergelim torrado.

✓ Caso possua intolerância à lactose, substitua por produtos sem lactose, leite de soja com cálcio, iogurte e queijos duros (pois são pobres em lactose). Use mais alimentos ricos em cálcio não lácteos (peixe, aveia, brócolis, couve).

✓ Pratique atividade física.

 

Evite

✓ Excesso de proteína, sódio e gordura.

✓ Alimentos ricos em fósforo: aveia, levedo de cerveja, produtos industrializados com aditivos à base de fosfato.

✓ Bebidas alcoólicas e alimentos ricos em cafeína: café, chá mate, chá preto, refrigerantes à base de cola, guaraná natural.

✓ Alimentos ricos em ácido oxálico: chocolate, espinafre, morango, beterraba, farelo de trigo.

 

Sugestão de cardápio diário

Café da Manhã

1 copo de vitamina composta por mamão (ou fruta da preferência), leite (de preferência desnatado) e linhaça + 2 fatias de pão integral + 1 fatia de queijo branco

Lanche da Manhã

1 copo de iogurte natural com 1 colher de sopa de gérmen de trigo

Almoço

Salada Colorida (acrescente vegetais verde escuros) + 1 colher de sobremesa de gergelim torrado + 2 colheres de arroz integral + 1 porção de filé de frango grelhado

Café da Tarde

1 banana (ou fruta da preferência) + 2 unidades de castanha do pará ou 1 copo de suco de cenoura, limão, maçã, laranja e gergelim

Jantar

Salada Colorida (acrescente vegetais verde escuros) + 1 colher de sobremesa de gergelim torrado + 2 colheres de arroz integral + 1 ovo cozido

Ceia

1 cacho pequeno de uva

 

Leia mais sobre Osteoporose no nosso site.